Imagine a seguinte situação: no segundo semestre de um ano, um goleiro de sucesso na base de um time grande é apenas a quarta opção da equipe e vive a perspectiva de ser emprestado para ganhar experiência, ou mesmo dispensado. Eis que, de repente, uma sucessão de acasos lhe dá a oportunidade de ser titular em uma das competições mais importantes da história do clube.
Não acontece toda hora, mas é a história que Helton, hoje titular e ídolo da torcida do Porto, buscando uma vaga entre os 23 que vão à Copa do Mundo, viveu no Vasco em 2000. Titular dos juniores da Copa São Paulo de 1999, ele contou com as falhas grotescas de Márcio e Caetano durante a temporada para se firmar como reserva imediato, aproveitou a oportunidade e não saiu mais do gol cruzmaltino.
No fim daquela temporada, o então ídolo da torcida Carlos Germano entrou em litígio com o todo-poderoso do clube, Eurico Miranda, e foi embora para o Santos pela porta dos fundos. A chance de disputar o Mundial de Clubes caiu no colo, e Helton não deixou a oportunidade passar: com muita personalidade, foi um dos melhores jogadores da equipe da competição.
Nascido em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, Helton da Silva Arruda teve os primeiros contatos com a bola ainda muito cedo, com apenas seis anos, quando foi convidado por um vizinho a integrar a equipe de futsal do bairro de Alcântara. Mas a pouca intimidade na hora de fazer gols e a preguiça que demonstrava nos treinos o fez ser recuado da ala direita para o gol. Aos 11 anos e já ambientado a sua nova posição, o garoto começou a rodar pelos clubes cariocas fazendo testes.
O primeiro desafio foi conquistado com louvor. Aprovado no Fluminense, ficou impossibilitado de ir aos treinos em Xerém devido às dificuldades financeiras da família. Helton então decidiu fazer outro teste, desta vez no Flamengo, e novamente com sucesso. Mas um acidente quase lhe tirou o sonho de ser jogador: o garoto caiu de uma árvore e ficou com um coágulo na cabeça, permanecendo um ano parado de suas atividades futebolísticas.
Recuperado, decidiu tentar a sorte dessa vez no São Cristovão, e trilhar os caminhos de Ronaldo fenômeno, também formado no clube. Em uma partida contra o Vasco, Helton brilhou e foi aconselhado a fazer testes em São Januário. O desfecho mais uma vez foi positivo e o goleiro foi incorporado ao elenco de juniores ainda com 15 anos.
O goleiro continuou a se destacar nos juniores e chegou, inclusive, a defender a seleção brasileira no Mundial Sub-20 de 1997, na Malásia, quando foi reserva de Marcelo Leite, do Flamengo. E continuou se destacando na base até estourar a idade de juniores, em 1999. O vice-campeonato na Copa São Paulo daquele ano foi sua despedida da categoria, e Helton seguiu para os profissionais como quarto goleiro sem perspectivas de atuar muito cedo. Mas o destino lhe sorriu logo de cara, e, com os acontecimentos citados na abertura do texto, chegou à titularidade.
No Mundial de Clubes, seu primeiro desafio, foi de extrema importância mas não conseguiu evitar o vice-campeonato. Suas atuações seguras, contudo, o garantiram a titularidade. No mesmo ano, o time conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul, tendo o jovem goleiro como um dos destaques, sendo comparado até a Barbosa, um dos maiores arqueiros da história do Vasco, devido ao porte físico, a cor da pele e a elasticidade comum aos dois.
O ano de 2000 marcou também negativamente a carreira do jogador. Nas Olimpíadas de Sidney ele foi o titular na trágica participação brasileira comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo e, acusado de ter falhado no gol de Camarões que eliminou os brasileiros, acabou esquecido da seleção por alguns anos, voltando a ser convocado apenas pelo técnico Dunga, já consolidado no Porto.
Os desempenho na seleção não abalou sua reputação no Vasco, e, mesmo após o fracasso na Austrália, Helton era apontado como a maior promessa para a meta da seleção principal do momento, sendo mais badalado inclusive do que o flamenguista Julio César. E seguiu como titular absoluto vascaíno até 2002, quando problemas contratuais o fizeram abandonar São Januário e partir rumo a Portugal.
O primeiro clube de Helton em Portugal foi o modesto União de Leiria. Na nova casa, foi bem recebido e logo começou a se destacar levando a nova equipe à final da Copa de Portugal da temporada 2002/03. A façanha rendeu à UDL, pela primeira vez em sua história, uma vaga na Copa UEFA.
Apesar de cair na última fase eliminatória do torneio continental, anterior à fase de grupos, o presidente classificou o novo “guarda-redes” do clube como peça fundamental nos inéditos resultados obtidos pelo Leiria. Suas boas apresentações durante três temporadas pelos Lis começaram a despertar a atenção de clubes maiores de Portugal. Ao todo, Helton disputou 67 jogos pela equipe antes de se transferir para o gigante Porto em 2005.
Na nova equipe, o goleiro chegou apenas para ser reserva do Senhor da Baliza dos Dragões, Vítor Baía, um dos maiores atletas da história do país. Mas o ídolo vinha em franca decadência na carreira, perdendo até mesmo a titularidade da seleção então comandada por Luís Felipe Scolari.
No Mundial de Clubes, seu primeiro desafio, foi de extrema importância mas não conseguiu evitar o vice-campeonato. Suas atuações seguras, contudo, o garantiram a titularidade. No mesmo ano, o time conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul, tendo o jovem goleiro como um dos destaques, sendo comparado até a Barbosa, um dos maiores arqueiros da história do Vasco, devido ao porte físico, a cor da pele e a elasticidade comum aos dois.
O ano de 2000 marcou também negativamente a carreira do jogador. Nas Olimpíadas de Sidney ele foi o titular na trágica participação brasileira comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo e, acusado de ter falhado no gol de Camarões que eliminou os brasileiros, acabou esquecido da seleção por alguns anos, voltando a ser convocado apenas pelo técnico Dunga, já consolidado no Porto.
Os desempenho na seleção não abalou sua reputação no Vasco, e, mesmo após o fracasso na Austrália, Helton era apontado como a maior promessa para a meta da seleção principal do momento, sendo mais badalado inclusive do que o flamenguista Julio César. E seguiu como titular absoluto vascaíno até 2002, quando problemas contratuais o fizeram abandonar São Januário e partir rumo a Portugal.
O primeiro clube de Helton em Portugal foi o modesto União de Leiria. Na nova casa, foi bem recebido e logo começou a se destacar levando a nova equipe à final da Copa de Portugal da temporada 2002/03. A façanha rendeu à UDL, pela primeira vez em sua história, uma vaga na Copa UEFA.
Apesar de cair na última fase eliminatória do torneio continental, anterior à fase de grupos, o presidente classificou o novo “guarda-redes” do clube como peça fundamental nos inéditos resultados obtidos pelo Leiria. Suas boas apresentações durante três temporadas pelos Lis começaram a despertar a atenção de clubes maiores de Portugal. Ao todo, Helton disputou 67 jogos pela equipe antes de se transferir para o gigante Porto em 2005.
Na nova equipe, o goleiro chegou apenas para ser reserva do Senhor da Baliza dos Dragões, Vítor Baía, um dos maiores atletas da história do país. Mas o ídolo vinha em franca decadência na carreira, perdendo até mesmo a titularidade da seleção então comandada por Luís Felipe Scolari.
No ano seguinte, mais um título nacional e a consolidação como um dos melhores goleiros do futebol português, sendo destaque também na Europa. O ano de 2006 foi marcado pela volta à seleção brasileira após seis anos: as frequentes boas atuações e os títulos conquistados em Portugal fizeram de Helton presença constante nas listas de convocação de Dunga, fazendo parte inclusive do elenco campeão da Copa América 2007.
Em terras lusas, o goleiro seguia conquistando títulos, mas a torcida já não aceitava mais as frequentes falhas cometidas. De titular da seleção brasileira, ele passou para o banco e, logo após, ao esquecimento, e a fase ruim foi creditada à falta de um suplente à altura, que teria acomodado o jogador. Mesmo assim, ele seguiu na equipe e renovou seu contrato até 2012, além de ter conquistado o campeonato nacional nas temporadas de 2007/08 e 2008/09 além da Taça de Portugal em 2005/06 e 2008/09 e a Supercopa de Portugal em 2006/07 e 2008/09.
O ano de 2009 marcou a volta da boa fase de Helton, que chegou a ser cobiçado pelo Barcelona no início da temporada. Além disso, o goleiro foi convocado para as duas últimas partidas da seleção brasileira nas eliminatórias da Copa do Mundo depois de dois anos. Com 13 convocações e uma vasta experiência internacional, o goleiro vive agora a expectativa de fazer parte do plantel canarinho na Copa da África do Sul 2010. Bola para isso já mostrou ter. Resta saber se, aos 31 anos, o goleiro finalmente encontrará a regularidade necessária para passar confiança ao torcedor brasileiro.
Fonte: Olheiros.net

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